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Olá, springers!

Chegamos à parte do mochilão em que tivemos nosso primeiro grande imprevisto e perrengue. #prepara

Algumas pessoas acham o mochilão muito mais prazeroso se ele não for tããão organizadinho, né? Preferem chegar na hora e decidir o que fazer ou até mesmo sair sem rumo e ir descobrindo com o passar do tempo. Eu acho isso superbacana, acho esse espírito aventureiro lindo e até tenho uma invejinha de quem pensa assim. Está entre os meus objetivos de vida!

O que a gente não sabia era que, mesmo tendo organizado tudo D-I-R-E-I-T-I-N-H-O, havíamos falhado em algo muito importante. Que fique claro que nós tentamos comprar todas as passagens adiantadas, tanto de ônibus quanto de avião, e deixar tudo bem organizado – eu sou taurina, então não gosto muito do desconhecido. Sou um pouco sistemática com certas organizações (não a do meu quarto, é claro! #bagunceira). Porém, as passagens de ônibus do Chile só podem ser compradas pela internet com o número de uma identidade chilena e, é claro, nós não tínhamos uma. #fail

O que fazer? Como tínhamos mais de um dia em cada lugar, resolvemos comprar as passagens sempre que chegávamos na cidade, já que já estávamos na rodoviária. Tinha dado tudo certo até então. Nossa única exceção era também o destino mais procurado entre os turistas: San Pedro de Atacama. Poderíamos ter ido a San Pedro diretamente de onde estávamos (La Serena), contudo havíamos encontrado na internet um lugar lindo em Antofagasta, o La Portada, e decidimos que valia a pena dar uma passadinha.

Essa parte da viagem foi a primeira que fizemos de avião (lembrem-se que não vale a pena  #arrependida). Chegando em Antofagasta o problema começou com os preços dos taxis até a rodoviária, um absurdo! Passando pelo La Portada, então, nem se fala! Como era nosso objetivo desde o começo, optamos por manter o roteiro. Passamos correndo por lá e fomos para a rodoviária. Chegamos e… TODAS AS PASSAGENS PARA SAN PEDRO ESGOTADAS! Tinha somente para o dia seguinte. Nosso precioso dinheirinho estava mais do que contado, não poderíamos nos dar ao luxo de passar a noite num hostel ou hotel. Fora que os arredores da rodoviária de Antofagasta são MUITO perigosos (#nãovásozinha).

Foi então que a recepcionista da TurBus nos disse: “A rodoviária é 24h!”, sorridente. Compramos passagem para o dia seguinte e começamos nossa saga de mais de doze horas na rodoviária. Fora a preocupação de ter nossas coisas roubadas caso dormíssemos!

As horas foram passando e meu namorado foi ficando cada vez mais aflito, os bancos eram desconfortáveis, estava frio e a rodoviária ficando cada vez mais deserta. Ele surtou e resolveu que iríamos para o hostel mais próximo. E lá fomos nós. Choramos um bocado para termos um desconto e nos disponibilizaram um quarto de solteiro. O detalhe é que fomos de táxi, porque era perigoso, mas não tínhamos dinheiro para a volta e fomos para a rodoviária a pé. O lugar era deserto e muito escuro, deu muito, mas muito #medo.

Finalmente chegamos são e salvos na rodoviária para pegar o ônibus para o nosso destino mais esperado, o Deserto do Atacama. Ufa!

Eis algumas fotinhos do La Portada para vocês verem, afinal, o perrengue todo foi só por causa dela:

 

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Até San Pedro do Atacama!

Dai Bugatti.

P.S.: Se não me engano o preço da passagem para San Pedro foi cerca de 7.000 PC por pessoa e o táxi 15.000 PC.