Na última semana muito se falou sobre preconceito e, entre tantas histórias (#sad), duas me chamaram a atenção: a da jovem que postou uma foto ao lado do namorado e sofreu ofensas pelo fato de ser negra e ele branco, e a do garoto americano que foi repudiado e apanhou da própria família ao revelar a sua homossexualidade. Ainda não sabe o que rolou em cada um? Confira!

O caso da Maria das Dores Martins, de 20 anos, de Muriaé, Minas Gerais, foi um dos assuntos mais falados na última semana e chegou até a passar no Fantástico, da rede Globo. A girl resolveu fazer algo supernormal: postar fotos com o namorado, Leandro Freitas, de 18 anos, em seu Facebook. Mas foi surpreendida pela quantidade de comentários racistas que a imagem teve. E sabe o que foi mais chocante? Os policiais que investigam o caso conseguiram identificar os suspeitos e a maioria tem idade entre 15 e 20 anos, e usa perfis fakes. #chocadas
Maria aguentou as ofensas por muito tempo, pois tinha vergonha de prestar queixa na delegacia. Até que seu namorado lhe deu forças para seguir em frente com a denúncia.

O ato foi classificado como injúria racial e os suspeitos podem receber pena de um a três anos de prisão.

 

casal

 

Quem me contou o caso do Daniel Ashley Pierce, foi uma leitora muito querida, a Jamile. Ela me mandou uma mensagem horrorizada com o caso e pediu para que eu me informasse sobre ele. Daniel tem 20 anos, mora na Geórgia, nos Estados Unidos, e se tornou um dos assuntos mais falados na internet após divulgar um vídeo com o título “como não agir quando seu filho contar que é gay”. No vídeo, Daniel conversa com a família sobre a sua orientação sexual e é repudiado ao assumir ser gay. Ao longo da conversa as ofensas aumentam e, em um momento, dá para perceber que o garoto é agredido. Segundo Daniel, o vídeo foi gravado porque ele estava com medo e queria ter provas caso algo lhe acontecesse. Achei o vídeo um pouco pesado, por isso não inclui no post, mas se você quiser assistir clique aqui.

 

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Após a descoberta da família, Daniel foi expulso de casa e ficou sem ter para onde ir. Nessa, seu namorado criou uma espécie de crowdfund para ajudá-lo a arrecadar dinheiro para recompor a sua vida. Até o momento as doações estão em cerca de US$50 mil dólares e o garoto já revelou que 10% do dinheiro irá para organizações LGBT. Já rolaram comentários de que ele fez o vídeo pensando em arrecadar dinheiro, mas acho que cada um é capaz de tirar as suas próprias conclusões.

Acho que os comentários se tornam desnecessários após essas duas histórias. Elas me chocaram bastante e acho que também devem ter chocado vocês.

 

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Sei que ainda não escrevi nada assim aqui no ST, mas essas histórias, principalmente se forem com jovens, vão ter bastante espaço por aqui. Imagino que muitas springers possam passar por situações de preconceito e bullying e ficam quietinhas, com medo de se manifestar e sofrendo sozinhas. E é por isso que o ST dá espaço para que vocês se pronunciem e levanta a bandeira contra o preconceito. Bora entrar nessa com a gente? #xôpreconceito #vivaasdiferenças