Se você acompanha o Disney Channel, com certeza conhece o Bruno Heder. O boy já está há nove anos na emissora e já pode ser o considerado o parça número um do Mickey #brinks. Pra você ter noção, o Bruno já apresentou o Zapping Zone, depois o The U-Mix Show, o Pijama Party e, recentemente, participou de Sou Luna e, agora, está no elenco da série O11ZE, vivendo Tony Greenberg, um líder de uma organização ligada a uma nova forma de pensar o futebol.

Tive a oportunidade de bater um papo com ele e posso dizer uma coisa: além de talentoso, o Bruno é uma simpatia. Quer ver só? Então confira um pouco da minha entrevista, na qual ele contou sobre a sua trajetória na Disney, falou sobre o seu personagem e até deu dicas para a seleção brasileira arrasar nesta Copa do Mundo.

Antes de começar a falar sobre O11ZE, você é uma das personalidades mais marcantes da Disney. Como você começou essa carreira na empresa dos sonhos dos adolescentes?
Realmente é um sonho, porque é uma empresa de projeção mundial, mas todo mundo acompanha desde pequeno e sonha em fazer parte de alguma forma. Eu meio que cai neste mundo em 2009, no Zapping Zone, depois fiz o The U-Mix Show, Pijama Party, e outros programas. Eu fico feliz e lisonjeado com o que você disse, mas é verdade, já são nove anos que moro fora do Brasil, porque a sede da Disney na América Latina é na Argentina, então estou lidando com outra cultura, tenho muitos amigos… Mas o dia a dia e poder fazer algo que você gosta é maravilhoso! Trabalhar com aquilo que você gosta é maravilhoso! Sou muito grato pelas oportunidades que me deram e vão continuar, porque tem muito mais coisa pra rolar. Assim espero [risos]!

E como é o retorno do público jovem com você? Você acha que isso é algo que te mantém sempre jovem, trabalhar pra essa galera?
Sou um pouco assim, né? Sou brincalhão, sempre gostei de criança e me relaciono bem com elas naturalmente. É algo que é meu já, e desde o principio eu entendi que na Disney você é uma referência. De alguma forma, indiretamente, você participa da educação de uma criança, que está te acompanhando, que vê o seu modo de ser, a forma de falar… A Disney tem um cuidado e uma qualidade na forma de se expressar e comunicar uma mensagem que é muito bacana. Já tive respostas de pais que acompanham o meu trabalho e dizem que ficam tranquilos em deixar o Disney Channel ligado em casa. Então a resposta que tenho, não só das crianças e dos adolescentes que me assistem, mas dos pais também, costuma ser muito positiva.

Você já fez parte de Sou Luna e agora O11ZE. Como foi sair de um ambiente totalmente musical para o do esporte?
É muito legal! Eu não sou cantor, mas sou cantor de chuveiro [risos]. Adoro música, todo mundo gosta, né? Foram mundos diferentes. Em Sou Luna tem o universo dos patins, eles trabalham o lance da competição e da disciplina, e mostram esse caminho do patins que a gente não está tão acostumado a ver, como o futebol, por exemplo. Ali eu estava interpretando um personagem que era um manager e que era mais brincalhão, tinha uma personalidade meio forte, diferente de mim na vida real, mas era um pouco mais próximo do Bruno no dia a dia, e em O11ZE já foi um caminho oposto, um personagem mais centrado, sério, que demonstra a hierarquia dele sem precisar se exaltar, gritar… Então foi um desafio muito bacana, até uma mudança de voz, de postura física, porque sou muito molecão, tenho essa coisa jovem, e tive de trabalhar isso pra compor o personagem. E foi muito bacana no sentido do desafio como profissional e ator. Foi muito legal!

Já que você comentou sobre os desafios, o que você acha que tem de mais parecido com o Tony e no que você acha que ele viaja?
Ele é bem diferente de mim. Eu responderia muitas questões do Tony com outra energia, com outro tom, por isso que disse que foi um desafio bacana. Essa seriedade dele, maturidade, esse autocontrole, demonstração de hierarquia e tudo mais, são muito diferentes de mim. Sou sempre uma pessoa que vai falar com você de igual pra igual, apesar de também saber ser sério quando precisa, mas, na maioria das vezes, levo as coisas pro lado do humor, de um jeito mais descontraído. E o Tony você quase não o vê sorrir, até o sorriso dele é algo mais contido, por isso mesmo te digo que foi um desafio de desconstruir o Bruno para viver o Tony.

Qual foi maior dificuldade de entrar em uma série na terceira temporada?
É verdade… Está é a terceira temporada e quando entrei o pessoal já estava no jogo, então entrei no jogo em movimento, mas, olha, não estou dizendo só por dizer, mas a equipe da série é maravilhosa. Já participei de outras produções, mas desde a pessoa que te recebe no início, a produção, os atores, enfim, todos têm uma energia genial, são muito acolhedores. Alguns deles eu já conhecia, porque a galera da Disney se encontra em eventos e fomos nos conhecendo com o tempo, mas me receberam superbem e nos divertimos muito. Minhas cenas eram complicadas e difíceis de gravar e eu tinha de me concentrar bastante, mas a galera apoia, ninguém fica chateado se você demorou, se errou… Todos são bem companheiros!

Em época de Copa do Mundo, qual seriam as dicas do Tony para a seleção brasileira?
Que difícil essa, hein [risos]? Minha dica é relaxar e se divertir mais jogando futebol, pode ser como Bruno e como Tony. Apesar da ansiedade e da responsabilidade de jogar uma Copa do Mundo, que rola só de quatro em quatro anos, eles precisam se divertir e mostrar a alegria do futebol brasileiro que reconstruímos agora com o técnico Tite no comando. É uma responsabilidade, é muita pressão, ainda mais depois do que rolou na última Copa [o Brasil foi eliminado em um jogo 7 Alemanha x 1 Brasil] , mas eu diria isso, que dentro do possível e do autocontrole de cada um, pra eles se soltarem e se divertirem jogando bola, porque a chave está aí no futebol alegre que a gente sempre teve.

E aí, curtiu a entrevista com o Bruno? Então segue ele lá no Insta @brunoheder para acompanhar todas as novis da sua carreira. E se quiser ver mais bate-papos como este, me conta, afinal, adoro trazer conteúdo exclusivo para vocês aqui!