Recentemente assisti ao filme Se Eu Ficar. Fui sem saber nada da história, apenas que o livro estava vendendo horrores na Bienal e que uma amiga tinha se acabado de chorar no cinema. Devo admitir que não chorei, mas fiquei muito emocionada em vários momentos – o avô da Mia (interpretada por Chloë Moretz) me deu nó na garganta – e por isso resolvi escrever sobre o filme. Principalmente, porque os protagonistas me lembraram muito meu novo casal: Sophie e Léo.

 

mia e adam

 

Sério! Quando o filme terminou eu pensei: “O Reino Das Vozes Que Não Se Calam é um Se Eu Ficar com fantasia”. O que mais me chamou a atenção neste filme foi o fato de que ele é claramente espírita, entretanto não se vende como tal. Tenho reparado há muito tempo nisso… Existem diversos filmes e livros que são vendidos como uma coisa, mas que podem ser classificados como outras sem problema. Exemplo: se eu tivesse escrito Brida, de Paulo Coelho (um dos meus livros favoritos), ele seria classificado hoje como fantasia New Adult, afinal, é sobre uma jovem mulher que quer ser bruxa e procura por seu grande amor. Se Eu Ficar poderia estar na sessão espírita de uma livraria, mas, porque é uma ficção com um casal jovem se apaixonando, se torna Young Adult.

O mercado vive criando uma nova categoria para classificar as milhares de obras que saem todo ano, e cada vez ficará mais difícil saber em que prateleira colocar um livro ou que gênero dizer que é tal filme. O que acho mais bacana é que hoje uma pessoa que não é espírita consegue ir ao cinema ver um filme desse e não se incomoda com o teor espiritual. A magia do cinema acaba sempre nos ensinando ou mostrando coisas diferentes em nossos momentos de lazer.

E vocês? Gostaram do filme? Também acham que está difícil classificar as obras? Me contem nos comentários.

Até a próxima, galerinha!

 

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