joanne

Oi, springers! Hoje eu resolvi vir aqui bater um papo com vocês sobre um documentário que assisti no Netflix este fim de semana, o Gaga: Five Foot Two, que como o nome indica é totalmente focado na Lady Gaga, e mostra os bastidores da produção do álbum Joanne. Ah! Antes que fale do documentário, ele ganhou este nome para fazer uma referência à altura de Gaga, que mede 1,57m.

Admito que não sou Little Monster e nem estava tão curiosa para assistir este documentário como tantas outras pessoas, mas acabei me interessando quando ele piscou aos meus olhos no Netflix. E, gente, que bela surpresa! É que neste documentário é possível conhecer a Gaga longe dos holofotes, como Stefani mesmo. Nele é possível vê-la curtindo o batizado da sobrinha com a família, gravando as suas músicas, aproveitando a sua casa… Enfim, mostra uma Gaga real, sem aquela pose toda que estamos acostumadas a ver na mídia e figurinos bizarros, sabe?

Mas o que ficou martelando na minha cabeça de verdade foi o esforço que a cantora faz para lidar com um problema muscular (o mesmo que a faz cancelar o show no Rock in Rio), e o quanto ele a fragiliza tanto física, como emocionalmente. Ela chega a chorar e até desabafar sobre isso em frente às câmeras! Eu que não era fã, apenas achava Gaga uma cantora talentosíssima e com uma voz mara, fiquei encantada com ela a ponto de acabar o documentário dizendo “mano, que mulherão da p****”. Afinal, é preciso muita força para encarar tudo isso no meio em que ela vive, sempre tendo de se mostrar bem aos olhos de milhões de pessoas, mesmo quando está morrendo de dor ou com o coração partido.

Outro momento que me pegou de surpresa é quando ela diz “pessoas estão atrás de mim o dia todo, querem me tocar o dia todo, mas quando chego em casa, estou sozinha, é só silêncio”, e logo depois ela fala sobre os seus relacionamentos que não deram certo, inclusive, o último, com o qual ela se mostra estar bem na bad #staystrongGaga.

Apesar de ver todo o sucesso de Gaga, o que a leva a realizar um grande sonho de sua vida que é cantar no SuperBowl, o que, aliás, é o grande ápice do documentário, eu não conseguia tirar o foco da pessoa que ela se mostra ser, uma garota, tentando ser mulher, mas cheia de conflitos físicos e emocionais. Claro que com isso não pude deixar de pensar em como colocamos os nossos ídolos em lugares que talvez eles não precisem estar, sabe? Gaga é uma diva? É, sim, e com todo o louvor da palavra. É legal admirá-la? Claro que é! Mas não dá pra esquecer que ela também é humana, e a gente esquece que mesmo sendo famosa, rica, etc., ela também tem as suas batalhas. Todo mundo tem! Isso vai além de dinheiro, sucesso, fama… E este documentário me tocou bastante, não só por me mostrar a rotina de uma das maiores divas do pop, mas também por me mostrar como é a vida de uma pessoa que sofre de uma doença autoimune, convive com as suas inúmeras complicações, e se transforma a cada dia para poder lutar contra ela. Uma pessoa que neste filme é a Gaga, mas que na vida real poderia ser a sua BFF, alguém da sua família, eu ou até mesmo você!